Jovens Promessas – Apesar de ser natural de Santa Maria da Feira, assinou bastante jovem pelo Sporting. Anos depois, viria a representar o FC Porto. Que aspetos positivos identifica na sua passagem por estes dois clubes? Sente que ganhou "andamento" suficiente para fazer carreira no futebol profissional?
Rúben Barbosa – Sim, foram duas boas experiências, em duas escolas diferentes, com formas diferentes de trabalho, mas ambas com bastante valor. Respondendo à segunda questão, sim. Como é óbvio, a exigência nestes clubes obrigou-me a evoluir, e muito, como atleta.
JP – Quem foi o jogador mais talentoso com quem se cruzou nas camadas jovens dos dragões?
RB – Para mim, o jogador com mais talento e potencial para chegar ao topo, e que jogou comigo, foi sem dúvida o Rúben Neves, não só por aquilo que ele era dentro de campo, mas também por aquilo que era fora das quatro linhas: um líder.
JP – No Verão deste ano, acabou por colocar um ponto final na sua ligação ao FC Porto, para rumar aos holandeses do Heerenveen. Que motivos levam um atleta na transição para a equipa de juniores de um grande a aceitar a proposta de um clube dos Países Baixos?
RB – As propostas do Heerenveen e de outros clubes holandeses já vinham da época anterior. Optei pelo Heerenveen porque, na minha opinião, a aposta na transição para o futebol sénior em Portugal é muito menos frequente do que nos clubes holandeses. Optei pelo Heerenveen também por ser um clube em que é frequente trabalhar jovens para os lançar cedo na equipa principal. Temos vários exemplos. Entre eles, Filip Djuricic. E mais recentemente o Bilal [Başaçıkoğlu, extremo turco de 19 anos], que foi vendido ao Feyenoord esta época.