Nascido e criado na Catalunha, é aos 18 anos um dos mais promissores atletas da famosa academia La Masia. Contando ainda com idade de júnior, tem impressionado pela precocidade dos seus feitos e pela qualidade com que consegue misturar o seu perfume africano com o famoso "tiki-taka" do Barça.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
O ninho da Águia: João Teixeira
Publicado na AABE:
"Representando
o clube pela décima temporada consecutiva, o médio-centro natural
da Amora, concelho do Seixal, foi sem dúvida a grande surpresa na
pré-temporada da equipa principal do Benfica. Chamado a integrar os
trabalhos do conjunto orientado por Jorge Jesus, Teixeira, que
habitualmente nem era titular na formação secundária, aproveitou
da melhor maneira as ausências que se fizeram sentir e começou de
início a maioria dos encontros realizados nas últimas semanas.
Descoberto
no Amora FC, clube onde curiosamente o atual técnico principal das
águias iniciou a sua carreira de treinador, o centrocampista
mudou-se para os quadros dos encarnados com apenas onze anos. Não
podendo inicialmente atuar no Caixa Futebol Campus devido ao facto de
o complexo não albergar as equipas de formação abaixo do escalão
de iniciados, João Teixeira deu os primeiros passos de águia ao
peito no campo dos Pupilos do Exército, situado a menos de mil
metros do Estádio da Luz.
Duas
épocas volvidas, e tendo mantido o seu lugar nas camadas jovens do
campeão nacional, o atleta que atualmente contabiliza vinte
primaveras passou a evoluir bem perto de casa, na Academia do Seixal.
Integrado numa das melhores gerações dos últimos anos, que conta
com nomes como Bruno Varela, João Cancelo, Bernardo Silva ou Hélder
Costa, ajudou a dar início a uma longa sequência de êxitos.
Logo
em 2009, na sua estreia num campeonato nacional, sagrou-se campeão
de iniciados, título ao qual se seguiu o de juvenis, dois anos
depois. Numa fase final que para além dos três grandes contou ainda
com o Padroense (equipa-satélite do FC Porto em sub-16), João foi
peça chave para o então treinador Bruno Lage, tendo dado um
contributo decisivo para a vantagem de seis pontos sobre o segundo
classificado.
Finalmente,
e terminando com chave de ouro, ajudou a interromper um jejum de nove
anos, com a vitória, em 2013, no emocionante campeonato nacional de
juniores, que, recorde-se, apenas ficou resolvido na derradeira
jornada, na qual o Benfica bateu o Rio Ave por 1-2, com os dois
tentos a serem apontados pelo lateral João Cancelo.
Pouco
depois promovido à equipa B, necessitou de alguns meses de adaptação
à nova realidade competitiva, algo que é facilmente verificável
com uma simples análise aos seus números. Até dezembro, constou do
"onze" inicial em somente duas ocasiões, situação que
foi no entanto corrigida. De forma gradual, conseguiu afirmar-se e
terminou a Liga de Honra encarregue de uma função imprescindível
para o bom funcionamento do meio-campo encarnado.
Foi
por isso surpreendente observar a forma como João Teixeira se impôs
na pré-temporada da equipa principal. É certo que com os regressos
de Enzo Pérez e Rúben Amorim, a sua margem de manobra diminuiu
drasticamente, mas é também provável que Jesus torne a apostar no
jovem, desta vez em jogos a "doer". Depois das promoções
de André Gomes e André Almeida no primeiro ano de equipa B, e de
Ivan Cavaleiro no segundo, Teixeira é neste momento o jogador em
melhor posição para dar o tão ambicionado "salto", algo
que certamente alegraria a nação benfiquista.
Contando
com interessante visão de jogo e qualidade técnica assinalável, o
médio destaca-se sobretudo pela sua competência no capítulo do
passe e pelo número de vezes em que aparece com perigo nas zonas de
finalização. Forte em combinações, evidencia também boa leitura
de jogo e apetência para desarmar o adversário.
Pela
negativa, há dois aspetos a salientar: João Teixeira apresenta uma
evidente falta de poder de choque (podendo esta, à semelhança do
que sucedeu por exemplo com Ivan Cavaleiro, vir a ser desenvolvida
pelos especialistas do Benfica Lab) e por vezes denota pouca
intensidade competitiva, demonstrada pela forma como perde a posse do
esférico por demorar demasiado tempo a soltá-lo."
sábado, 16 de agosto de 2014
Relatório: Kevin Kampl (Red Bull Salzburgo)
Penteado alternativo, muita personalidade, e 1,80m de puro talento. Kevin Kampl pode ser, para já, uma das menos mediáticas “Jovens Promessas” descritas nesta página, muito por culpa da parca visibilidade que tem a Bundesliga austríaca. Não obstante, em Salzburgo, está sediado um verdadeiro viveiro de talentos, potenciado pelos “euros” investidos pela Red Bull, mas também pela competência do departamento de scouting do clube. As ligações a equipas de segunda linha, como o Leipzig, e a atenção dispensada aos escalões secundários do futebol europeu tem conhecido efeitos práticos, assumindo-se neste momento como o campeão em título austríaco. O Red Bull Salzburgo tem duas figuras principais: Kevin Kampl – que hoje será analisado – e Jonathan Soriano, goleador ex-Barcelona. Para outra oportunidade, poderão surgir nomes como Sadio Mané, Hinteregger, Valon Berisha ou Sabitzer, todos atletas abaixo dos 24 anos. Aliás, a título de curiosidade, a média de idades do plantel do Salzburgo está na ordem dos 23 anos!
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Perfil Jovens Promessas: Rúben Neves (FC Porto)
Até há bem pouco tempo um perfeito desconhecido para o público em geral, o internacional sub-17 português é hoje a nova sensação do futebol nacional. De um momento para o outro, e sem que nada o fizesse prever, Rúben saltou da equipa de juvenis dos azuis e brancos para o plantel principal e promete fazer história de dragão ao peito.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Perfil Jovens Promessas: Davie Selke (SV Werder Bremen)
Nascido em Schorndorf, Alemanha, e descendente de etíopes, o ponta de lança de somente dezanove anos consagrou-se recentemente como um dos mais promissores atacantes do Velho Continente, após apontar cinco golos (em seis encontros) no Europeu de Sub-19, feito que lhe permitiu arrecadar a Bota de Ouro do torneio. Na segunda posição da lista de goleadores, recorde-se, ficou o português André Silva, do FC Porto.
domingo, 10 de agosto de 2014
O ninho da Águia: Raphael Guzzo
Publicado na AABE:
"Descoberto em 2008 no Desportivo de
Chaves, o internacional sub-19 português é hoje um dos mais
promissores atletas da formação do Benfica. Atualmente integrado no
plantel da equipa B, Guzzo, médio-centro com qualidade de passe, foi
um dos pilares da excelente campanha dos encarnados na primeira
edição da UEFA Youth League, na qual, recorde-se, o campeão
nacional foi batido, no derradeiro desafio, pelo Barcelona.
Nascido na cidade brasileira de São
Paulo, veio com tenra idade viver para o norte de Portugal, onde teve
o primeiro contacto com o desporto-rei. Deu nas vistas como infantil
e não escapou à rede de prospeção do Benfica, que tratou de o
trazer para a Academia do Seixal. Após seis temporadas de águia ao
peito, possui no seu palmarés dois títulos nacionais (um de
iniciados e outro de juniores) e ainda um uma vitória no distrital
de juvenis.
Na época 2012/13, que ficou marcada
pela conquista do Nacional de Juniores por parte de uma equipa com
nomes como os de Bernardo Silva, João Cancelo, Bruno Varela ou João
Teixeira, Raphael Guzzo foi aposta de Luís Norton de Matos na
formação secundária do clube e conseguiu superar a dezena de
encontros na Segunda Liga.
Apesar desse facto, foi no passado ano
desportivo "relegado" para o plantel de juniores, sobretudo
pelo aumento de competitividade no conjunto então orientado por
Hélder Cristóvão. Tornou-se assim indiscutível no "onze"
de João Tralhão, num meio-campo composto ainda por Estrela (que
recentemente assinou pelo Orlando City, por três anos e meio) e
Rochinha/Filipe Nascimento (atualmente no Académico de Viseu).
As duas provas em disputa escaparam já
no fim, é certo, mas o saldo global é, contudo, bastante positivo.
Raphael Guzzo cresceu como jogador, adquiriu uma maturidade
futebolística mais adequada à exigência do futebol sénior e
carimbou o passaporte para a Hungria, onde recentemente se disputou o
Europeu de Sub-19. Uma vez mais, a vitória esteve bastante próxima,
mas acabou por não se confirmar, com a Alemanha a bater a seleção
das quinas na grande final, por 1-0.
Centrocampista de transição, Guzzo
destaca-se pela qualidade técnica e inteligência tática.
Regularmente a aparecer com perigo em zonas de finalização,
evidencia ainda visão de jogo, capacidade para atuar sob pressão
adversária e bom desarme."
sábado, 9 de agosto de 2014
O olheiro profissional Joachim Rodrigues teve a amabilidade de nos responder a uma questão sobre o futuro de Bernardo Silva, médio ofensivo que, recorde-se, foi emprestado ao Mónaco, de Leonardo Jardim, por uma temporada.
Seguem-se a pergunta e a resposta à mesma:
Jovens Promessas - Na equipa monegasca, Bernardo Silva será colega de equipa de jogadores do nível de Radamel Falcao, Dimitar Berbatov ou João Moutinho. Em que medida poderá o jovem português beneficiar desta cedência por uma temporada? Considera que terá minutos de jogo, sob o comando de Leonardo Jardim?
Joachim Rodrigues - Numa primeira fase penso que o facto de estar rodeado por elementos portugueses na equipa técnica, assim como por jogadores da craveira e com a experiência de Ricardo Carvalho ou João Moutinho, será o mais importante. Já em segunda fase, Bernardo Silva deve gerir psicologicamente a exposição a uma nova realidade em que irá ter acesso a alguns luxos e desafios que em Portugal, ainda para mais sem rodagem competitiva em contexto de equipa principal, nunca teve.
O tempo de jogo que irá ter no Mónaco dependerá sempre das ideias que Leonardo Jardim tem perspectivadas na abordagem a esta nova temporada. Ainda que no plantel monegasco existam jogadores de potencial relevante e distinto, neste momento, nenhum dos elementos que o compõem, tem características individuais e estilo de actuação idêntico ao de Bernardo Silva - penso que terá sido também essa uma das principais motivações para que Leonardo Jardim tenha visto nele uma possível alternativa a ser explorada com o decorrer da temporada. A forma como Bernardo Silva irá reagir aos estímulos que vão surgir dentro e fora de campo nesta sua nova aventura que se avizinha, ditará depois se esta opção terá sido benéfica ou não para uma prossecução saudável e sustentada da sua carreira.
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